Sexta, 16 de Abril de 2021
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Sete acontecimentos que marcaram um ano de pandemia no país

A corrida pela vacina, o surgimento de mutações, os fura-filas da vacinação e as vacinas de vento; as notícias que marcaram um ano de pandemia no país

26/02/2021 02h10
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Por: Fagner Ikamaan Fonte: R7
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um homem de 61 anos de São Paulo foi o primeiro diagnosticado com covid-19 no Brasil. O caso, confirmado pelo Ministério da Saúde em 26 de fevereiro de 2020, também foi considerado o primeiro da América Latina. Ele havia vindo da Itália, então epicentro da doença no mundo. Hoje, o Brasil supera 250 mil mortos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. De lá pra cá, uma série de acontecimentos permearam o combate nacional contra a pandemia do novo coronavírus e entraram para a história

Variantes do coronavírus: a primeira mutação do vírus SARS-CoV-2 foi detectada em setembro de 2020 na Inglaterra. Chamada de variante do Reino Unido, a B.1.1.7 é mais transmissível que o vírus padrão. Em dezembro, outra mutação foi identificada na África do Sul e recebeu o nome de 501.V2. No mesmo mês, foi encontrada também a chamada variante do Amazonas (P1). Essa nova cepa pode se tornar o principal tipo de coronavírus a circular no país devido à facilidade de transmissão e a rapidez com que provoca a infecção da covid-19, segundo o pesquisador Felipe Naveca, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Amazonas, afirmou em entrevista ao R7

Corrida pela vacina: antes que uma vacina fosse aprovada para aplicação no Brasil, houve uma disputa sobre qual seria a primeira. O desfecho se deu no dia 17 de janeiro, quando a vacina de Oxford e a CoronaVac foram aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso emergencial. No entanto, ainda não havia doses da vacina de Oxford no país, e a campanha de vacinação começou pela aplicação da CoronaVac. No último dia 23, o imunizante da Pfizer recebeu o registro definitivo da Anvisa, se tornando o primeiro a ter autorização permanente para ser usado em território nacional, embora ainda não haja doses disponíveis. Atualmente, a Janssen - vacina da Johnson - e a Sputinik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia, fazem parte do processo de submissão contínua, em que os fabricantes enviam à agência resultados de estudos e documentos conforme eles são obtidos. Isso acelera a avaliação e o aval dos técnicos para a liberação do uso emergencial. Os imunizantes passam por testes para que a eficácia seja também atestada contra as novas variantes do coronavírus 

As primeiras vacinas: a vacina de Oxford foi desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca. No Brasil, é produzida pela Fiocruz, no Rio de Janeiro. Já a CoronaVac foi desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, sendo produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Cerca de 6,1 milhões de pessoas foram vacinadas, o que equivale a apenas 2,93% da população brasileira. A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, foi a primeira brasileira vacinada. Além de trabalhar na linha de frente do combate à pandemia em São Paulo (SP), a profissional também faz parte do grupo de risco por ter hipertensão, diabetes e obesidade

Segunda onda: a flexibilização das medidas de isolamento impulsionaram a segunda onda da pandemia de covid-19 no Brasil. Segundo Lígia Bahia, médica sanitarista e professora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), disse em entrevista ao R7, a reabertura sem planejamento e sem testagem está associada ao aumento do número de casos e mortes. As novas variantes do coronavírus também contribuíram para o aumento das internações de pacientes com covid-19. Desde 21 de janeiro, o número de casos ativos da doença no país está em um patamar de 900 mil, muito acima dos 690,6 mil observados em julho, pior momento de 2020 em relação ao cenário pandêmico. O número de mortes também subiu e, no último dia 11, chegou à marca de 1.452 mortes em apenas um dia

Falta de oxigênio: em janeiro deste ano, Manaus (AM) protagonizou um colapso do sistema de saúde. Com o avanço de casos, as UTIs ficaram lotadas e os hospitais registraram falta de cilindros de oxigênio para os pacientes; 424 pacientes tiveram que ser transferidos para hospitais de outros estados. Na ocasião, famosos se mobilizaram para tentar contornar a escassez. O humorista Whindersson Nunes chegou a enviar três aeronaves para fazer o transporte de respiradores até a capital amazonense. De acordo com a AGU (Advocacia-Geral da União) o governo federal sabia da situação da falta de oxigênio na cidade uma semana antes do colapso. Um inquérito contra o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar a responsabilidade pela gestão da crise do coronavírus no estado do Amazonas

Os "fura-filas" e as vacinas de vento: mal as vacinas começaram a ser aplicadas no Brasil, registros de pessoas que furaram a fila de prioridade da campanha de imunização começaram a surgir. Entre os "fura-fila" estão autoridades, como prefeitos, mas também servidores públicos e parentes de funcionários da saúde. Além disso, houve fraude na aplicação de vacinas. No Rio de Janeiro, uma técnica de enfermagem foi indiciada após aplicar “vacina de vento” em um idoso de 90 anos. Em um vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver o momento em que a profissional da saúde insere a agulha no braço do homem, mas não aperta a seringa para injetar o imunizante. Em São Paulo, primeiro estado a começar a vacinar a população, o governador João Doria sancionou uma multa de até R$ 98 mil para quem furar fila de vacina

Idosos sendo vacinados: Imagens de esperança passaram a estampar o noticiário quando os primeiros idosos foram vacinados contra a covid-19 no Brasil. Eles integram o grupo com maior risco de morte e começaram a ser vacinados apenas após os profissionais de saúde, indígenas e quilombolas, uma vez que ainda não havia vacinas suficientes para atender a esse público. A família de Francisca Euzébia da Conceição, de 107 anos, foi uma das que puderam comemorar o início da imunização. "A vacina foi um alívio", disse uma das 10 netas da idosa, que ainda têm 3 filhas, 25 bisnetos e 8 tataranetos 

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